Preditores
Individuais e Situacionais de Auto e Heteroavaliação de Impacto
do Treinamento no Trabalho
Pedro Paulo Murce Meneses
Gardênia Abbad
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os autores, consulte a seção "Sobre os Autores" desta
edição
Resumo:
Este estudo analisou o relacionamento entre características de treinamentos
e suas clientelas, suporte à transferência e impacto do treinamento no trabalho.
As amostras foram obtidas no Distrito Federal, junto a três organizações de
médio e grande porte. A coleta de dados ocorria no primeiro dia de curso, quando
eram aplicadas medidas de auto-eficácia, locus de controle e motivação para
o treinamento, e entre um e três meses finalizados os cursos, momento em que
eram aplicadas medidas de impacto do treinamento e de suporte à transferência.
Estes instrumentos apresentaram índices psicométricos satisfatórios. Sobre a
análise do relacionamento entre as variáveis mencionadas, somente suporte psicossocial
percebido pelos participantes e auto-eficácia, e suporte psicossocial percebido
pelas chefias e colegas de trabalho e quantidade de instrutores por turma, contribuíram,
respectivamente, na explicação da variabilidade de auto e heteroavaliação de
impacto do treinamento. Quando a variável critério foi heteroavaliação do impacto,
nenhuma variável auto-referente contribuiu para a sua explicação. Talvez isso
indique que a participação das variáveis na explicação do impacto se deva tão
somente a natureza das medidas utilizadas. Sugere-se a diversificação da natureza
de medidas utilizadas.
Palavras-chaves: avaliação de treinamento; auto-eficácia;
locus de controle; suporte à transferência; impacto do treinamento
no trabalho.
Abstract:
This research sought to analyze the relationship among training characteristics,
trainee attributes, support to transfer, and training impact, was analyzed.
The samples were gathered at Distrito Federal, Brazil, on three organizations,
of medium and large size. The data were collected in two moments. On the first
day of training, self-efficacy, locus of control, and training motivation measures
were used. About one to three months after the training end, measures of training
impact, and support to transfer were used. All the measures obtained satisfactory
psychometrics results. Referring to the results of the relationship analyses,
just psycho-social support to transfer perceived by trainees, and self-efficacy,
and also psycho-social support perceived by supervisors and work peers, and
quantity of trainers for each class, explained training impact perceived by
trainees, and by supervisors and peers, respectively. When the dependent variable
was training impact evaluation by supervisors and peers, none of the self-referents
variables explained it. Maybe, the contribution of the previous variables to
the impact occurred just because of the used measures’ nature. In the future,
studies should use measures of different natures in order to check if the independent
variables’ contribution to training impact keeps stable.
Key words: training assessment; self-efficacy; locus of control;
support to transfer; training work impact.