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Pesquisa Avançada

Informativo 3/Abr - Mai - Jun/2004


O novo teste ANPAD
A edição fevereiro de 2004 do teste ANPAD consolida a trajetória de sucesso desta modalidade de prestação de serviços acadêmicos. Criado para tornar-se um poderoso instrumento de seleção para os cursos de pós-graduação, o teste ANPAD é aplicado simultaneamente em todo o país. Em 2003, 57 programas e cursos adotaram o Teste ANPAD em seus processos seletivos.

O teste funciona também como exame de proficiência, sendo reconhecido por diversas empresas e instituições de ensino. É constituído de cinco provas: Raciocínio Lógico, Raciocínio Quantitativo, Português, Inglês e Raciocínio Analítico, cada uma com 20 questões. O procedimento de elaboração de provas é fundamental para assegurar credibilidade, qualidade e confidencialidade ao teste. A equipe de elaboradores e revisores realiza análises estatísticas constantes dos dados das questões das provas, como forma de possibilitar o seu aprimoramento e redefinir o grau de dificuldade de cada uma.

A recente inclusão da prova de Raciocínio Analítico, que objetiva testar a habilidade do candidato em avaliar uma suposição, inferência ou argumento, ensejou significativas melhorias ao Teste ANPAD. Aprovada em seu conceito na Assembléia Geral de dezembro de 2002, a nova prova foi implantada na edição de setembro de 2003. Com ela, é possível aferir as habilidades lógicas e analíticas do candidato em linguagem natural, sem prejudicá-lo pela eventual menor familiaridade com a linguagem simbólica e matemática. A inovação tornou o Teste ANPAD, em conteúdo, diretamente comparável aos congêneres americanos. Exceto pelo uso do inglês, quase nada diferencia o novo Teste ANPAD dos demais testes importantes que estão sendo aplicados mundo afora.

Para evitar o alongamento das provas e manter a continuidade do esforço do candidato em relação às edições anteriores do teste ANPAD, a prova de raciocínio analítico foi concebida com 20 questões, e as demais tiveram o número reduzido de 25 para 20.

Um dado importante a comemorar é a escala crescente de utilização do teste. Foram 8.092 candidatos em 2003, com aumento de 29% sobre os 6.278 de 2002. Tal crescimento é auspicioso num país como o nosso, tão carente de ensino de pós-graduação de qualidade.

Além das edições nacionais, realizadas três vezes ao ano, o Teste ANPAD promove os Testes Especiais. Destinados aos principais cursos de mestrado profissional, esses testes abrangem provas específicas para melhor avaliar o perfil dos candidatos. Além das cinco provas que constituem as edições regulares do Teste ANPAD, as edições especiais contam com a prova de Processo Decisório.

Ao findar, quero relembrar que são raros os testes de abrangência nacional, aplicados várias vezes ao ano, com o nível de sofisticação do teste ANPAD. Certamente, este produto único tem ainda potencial para novas aplicações. Caberá a ANPAD, de modo criativo, aproveitar esse potencial e colocá-lo cada vez mais a serviço da sociedade brasileira.

 

Paulo Tromboni de Souza Nascimento 



Primeiro Encontro de Administração Pública e Governança - EnAPG
A ANPAD e a EBAPE/FGV estão organizando o Primeiro Encontro de Administração Pública e Governança - EnAPG. O evento será realizado de 17 a 19 de novembro, no Rio de Janeiro. Os trabalhos podem ser submetidos para avaliação até o dia 2 de agosto. A comissão organizadora é formada pelos professores Clóvis L. Machado-da-Silva (UFPR e ANPAD), Deborah Moraes Zouain (EBAPE/FGV), José Antonio Gomes de Pinho (UFBA), José Matias Pereira (PPGA/UnB), Luciano Junqueira (PUC/SP) e Marco Aurélio Ruediger (EBAPE/FGV).

I EMA ? Encontro de Marketing da ANPAD

I EMA – Encontro de Marketing da ANPAD será realizado de 5 a 7 de novembro. O evento é resultado de uma parceira da ANPAD com o Programa de Pós-Graduação em Administração da Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul PPGA/EA/UFRGS. Os trabalhos devem ser submetidos para avaliação até o dia 26 de julho, e serão avaliados mediante o sistema blind review. Fazem parte da comissão organizadora Carlos Alberto Vargas Rossi (EA/UFRGS), Fernando Bins Luce (EA/UFRGS), Ângela da Rocha (COPPEAD/UFRJ), José Afonso Mazzon (FEA/USP), Rogério H. Quintella (UFBA e ANPAD) e Sérgio Benício de Mello (UFPE).



XVII Congresso SLADE
De 28 a 30 de abril, ocorre o XVII Congresso SLADE, realização em conjunto da Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI) com o Programa de Mestrado Acadêmico em Administração (PMA-UNIVALI), em Itapema – Balneário Camboriú (SC). O evento terá como tema central as Estratégias para o Desenvolvimento e Inserção Global, e serão abordadas questões relacionadas a estratégias, modelos, metodologias, pesquisas científicas e práticas empresariais, orientando à inserção das empresas da região no contexto de transformações, incertezas e oportunidades que configuram o atual ambiente de negócios.


Professor da EBAPE/FGV será chair em conferência na Espanha
O professor da EBAPE, Luiz Antônio Jóia, foi convidado para ser o chair da área Change Management, na Third DEXA E-Government Conference, evento sobre governo eletrônico, que será realizado de 30 de agosto a 3 de setembro, na cidade de Zaragoza, na Espanha.

Curso de Especialização em Administração de Empresas - CEADE

A Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), por intermédio de sua Coordenadoria Geral de Especialização, Aperfeiçoamento e Extensão (Cogeae), está com inscrições abertas para o processo seletivo do Curso de Especialização em Administração de Empresas - CEADE, cuja aula inaugural está prevista para o dia 22 de julho de 2004. Mais informações no site http://cogeae.pucsp.br



Adiamento da data de Chamada de Trabalhos
A chamada de trabalhos para o número especial sobre "Gestão da Cadeia de Suprimentos" da revista Gestão & Produção, teve sua data adiada para 30/06/2004.

Professor da Escola Brasileira de Administração
Pública e de Empresas - EBAPE da FGV/RJ é nomeado membro da revista internaciona
O Prof. Enrique Saravia, coordenador do Núcleo de Estudos de Regulação da EBAPE, foi nomeado membro do Comitê Internacional da revista " Droit et Économie de la Régulation", editada pelo Instituto de Ciências Políticas de Paris- Sciences-Po e Editions Dalloz. A revista é publicada nos idiomas francês e inglês e funciona como órgão do Forum de la Régulation, instituição composta pelas agências reguladoras francesas e várias universidades da França.


Pesquisa do COPPEAD obtém chancela de excelência do Pronex
O projeto do COPPEAD A Internacionalização das Empresas Brasileiras, coordenado pela professora Ângela da Rocha, recebeu a chancela de excelência do Programa de Apoio a Núcleos de Excelência (Pronex). A partir de 2004, o COPPEAD vai receber apoio do Governo Federal durante três anos para desenvolver o projeto. Desde meados dos anos 90, o Pronex vem apoiando a produção científica e tecnológica nas universidades brasileiras.

Processo de seleção do Mestrado Profissional em Administração da FEAD/MG
Período de inscrição: 01/11/03 a 06/02/04
Maiores informações: www.fead.br ; (31) 3281-1330


Processo de seleção do curso de Mestrado em Gestão Organizacional e Desenvolvimento Humano da Visconde de Cairú/BA
Maiores informações pelo mail anabrito@cairu.br">anabrito@cairu.b : (71) 332-3231 Ramal 217

Centro de Estudos e Pesquisas em Agronegócios - CEPAN/UFRGS
Coordenado pela Dra. Tania Nunes da Silva, foi criado em março/1999. Trata-se de centro interdisciplinar, no qual são desenvolvidos harmonicamente os campos da Administração, Agronomia, Biociências, Economia, Engenharia, Ciências Humanas, Tecnologia de Alimentos e Veterinária. Essa equipe interdisciplinar tem a tarefa de ministrar os cursos de mestrado, acadêmico e profissional, e o doutorado em agronegócios, bem como realizar estudos e pesquisas que darão suporte às atividades das cadeias produtivas do complexo agroindustrial brasileiro, considerando os seguintes ambientes institucionais: científico e tecnológico, sócio-econômico e físico.
Maiores informações poderão ser conseguidas pelo e-mail tnsilva@ea.ufrgs.br">tnsilva@ea.ufrgs.br


EBAPE/FGV no Simpósio Brazil in Bold: Dialogue Across Disciplines G
Nos dias 13 e 14 de fevereiro, membros do Programa de Estudos Avançados em Pequenos Negócios, Empreendedorismo e Microfinanças - SMALL, da EBAPE/FGV, participaram do Simpósio Brazil in Bold: Dialogue Across Disciplines, na Universidade de Massachusetts Amherst (Estados Unidos). Na seção Plotting the Future: Politics and Policies toward Social Change, os professores Deborah Moraes Zouain e Francisco Marcelo Barone apresentaram o painel Microcredit as a Tool of Social Inclusion in Brazil.

Artigo de professora da EBAPE/FGV é o melhor da RAE
O artigo Sentimentos, Subjetividade e Supostas Resistências à Mudança Organizacional, escrito pela professora da EBAPE Sylvia Constant Vergara, em parceria com o professor José Roberto Gomes da Silva, foi escolhido como melhor do ano publicado na Revista de Administração de Empresas – ERA, em 2003.

Curso de Mestrado em Administração e Desenvolvimento Empresarial - Universidade Estácio de Sá /RJ
As inscrições para o Curso de Mestrado em Administração e Desenvolvimento Empresarial da Universidade Estácio de Sá (RJ) estarão abertas a partir de 15/04/2004. (www.estacio.br/mestrado)

Estácio de Sá abre inscrições para mestrado
A partir de 15 de abril, estão abertas as inscrições para o Curso de Mestrado em administração e Desenvolvimento Empresarial da Universidade Estácio de Sá (RJ). As informações sobre os procedimentos para a inscrição estão no site www.estacio.br/mestrado.

Estácio de Sá seleciona docentes
A Coordenação do Mestrado em Administração e Desenvolvimento Empresarial da Universidade Estácio de Sá (RJ) seleciona professores para a equipe de docentes do curso. Os interessados devem encaminhar seus currículos (em formato Lattes) para o professor Joel de Pereira Castro Jr., pelo e-mail jpcastro@estacio.br">jpcastro@estacio.br.

Eleição do subcoordenador e coordenador adjunto do CEGE/CEPEAD
Em 13 de março, o CEGE/CEPEAD realizou uma reunião para eleger seus novos subcoordenador e coordenador adjuntos. Os professores Ivan Beck Chagnazaroff e José Edson Lara foram reeleitos, respectivamente, para os cargos.

Agência de Empreendedorismo - UFMG
O Departamento de Ciências Administrativas e o Centro de Pós-graduação e Pesquisa em Administração da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) criaram a Agência de Empreendedorismo, mais um mecanismo de interação entre a universidade-empresa. O programa se situa no projeto desenvolvido pelo CEI-UFMG - Centro de Empreendedorismo e Inovação. Os dois programas da AGE - UFMG são: Incubadora de Empresas e Agência de Empreendedorismo.

Pós-Doutorado em Administração - CEPEAD/UFMG
O Centro de Pós-Graduação e Pesquisas em Administração da Universidade Federal de Minas Gerais (CEPEAD) passa a oferecer o Programa de Pós-Doutorado em Administração. Desenvolvido junto ao Centro de Pós-Graduação em Pesquisas em Administração da UFMG, trata-se de programa inovador, que procura aliar as linhas de pesquisa orientadoras da formação existente às atividades do núcleos de pesquisa consolidados que atuam em consonância com as diretrizes do Colegiado do CEPEAD. Outras informações podem ser obtidas através dos e-mails cepead@cepead.face.ufmg.br">cepead@cepead.face.ufmg.br e gracy@face.ufmg.br">gracy@face.ufmg.br



Métodos quantitativos na pesquisa em administração: usos e abusos

A pesquisa em administração no Brasil cada vez mais utiliza métodos quantitativos. O charme dos testes empíricos e a disponibilidade de ferramental estatístico sofisticado com interface homem-máquina amigável em computadores pessoais são uma combinação irresistível, que atrai os pesquisadores e é incentivada pelos editores das principais publicações científicas do país.
São oportunos, então, alguns comentários que ensejem reflexões e contribuam para a evolução e eventual correção de rumo da pesquisa quantitativa. Para tanto, foram organizados os dois tópicos básicos sobre usos e abusos dos métodos quantitivos, este último incluindo medidas e preparação de dados, análise de fatores, análise de cluster e modelagem por equações estruturais. Fechando, uma síntese filosófica , com base em reflexões de Popper.

Métodos quantitativos: usos

A opção por métodos quantitativos é meramente operacional, e determinada pelo problema e objetivos da pesquisa. É antecedida por decisões de natureza estratégica, envolvendo ontologia, epistemologia e metodologia, e não exclui abordagens qualitativas complementares. Se, ao contrário, o pesquisador elege um método quantitativo e formula questões somente para exercitá-lo , acaba transformando a pesquisa em um simples exemplo didático, talvez bom para a sala de aula, mas sem relevância para a ciência.
As questões de pesquisa devem ser inspiradas pela teoria ou por problemas. O plano e o método de análise de dados serão aqueles capazes de prover as melhores respostas e podem ou não envolver técnicas quantitativas. Pesquisas de boa qualidade requerem, muitas vezes, abordagens simples, do tipo estudo de casos ou avaliações qualitativas, e não devem ser direcionadas pelo instrumento de análise ou polarizadas por um ferramental estatístico sofisticado, eventualmente desnecessário.
Também não é recomendável ficar aprisionado por um método específico e reduzir a própria perspectiva de análise. É comum encontrar trabalhos que foram confinados pela análise estatística e acabaram incapazes de produzir conclusões relevantes. Transformaram-se em meros exercícios de aplicação de Análise de Fatores ou Análise de Cluster, para citar os favoritos dos prisioneiros do método. Pura pirotecnia estatística.

Métodos quantitativos: abusos

Medidas e preparação de dados
É claro que a qualidade das medidas é fundamental para uma boa pesquisa quantitativa. No entanto, é notável que a produção acadêmica preste tão pouca atenção a essa questão, limitando-se à adoção ora do coeficiente alpha de Cronbach, como indicador da confiabilidade das medidas, ora da Análise de Fatores, para geração de escalas mais adequadas, ou, melhor dizendo, mais confortáveis. Pouco é feito para avaliar a dificuldade inerente à escala e ao seu poder discriminatório, embora estejam disponíveis referências que possibilitariam tal prática (Item Response Theory).
Quanto à preparação de dados a partir das respostas obtidas na pesquisa de campo, que tipicamente requer cerca de 70% do esforço total de análise, raros são os trabalhos que observam o ritual de quatro passos que começa com a análise gráfica das variáveis, é seguido da avaliação dos impactos dos missing values e decisões derivadas, continuado com a identificação de outliers e finalizado com a verificação das premissas estatísticas necessárias para aplicação das diversas técnicas. As consequências de uma má preparação de dados podem ser catastróficas, culminando por invalidar os resultados da análise posterior.

Análise de fatores
É a técnica mais popular, em virtude da facilidade de aplicação e interpretação de resultados, especialmente para o desenvolvimento de escalas, avaliação de modelos de medidas e descoberta de variáveis latentes por trás das variáveis observáveis. No entanto, a boa utilização de análise de fatores requer uma série de decisões envolvendo métodos de extração, número de fatores e rotação. E aí começam os problemas.
Por exemplo, é muito comum aplicar o método dos componentes principais, reter aqueles com auto-valores superiores a 1, efetuar uma rotação varimax e interpretar as dimensões resultantes como variáveis latentes. Este procedimento é fácil, requer pouca reflexão, mas, infelizmente, está errado.
O método dos componentes principais não identifica as variáveis latentes. No seu uso, é considerada para derivação dos fatores a variância total, que, além da variância comum, carrega as variâncias específica e devida ao erro. Em função das variáveis latentes requererem somente os fatores comuns, fica criado um problema. Adicionalmente, a extração de componentes com auto-valores maiores que 1, também pode, por seu turno, sub ou superestimar o número de fatores. Para completar, a rotação varimax obriga a não correlação dos fatores extraídos, o que, na maior parte das vezes, não encontra eco na teoria que está sendo exercitada.

Análise de cluster
O objetivo primário da análise de cluster é buscar entender a estrutura dos dados, aglomerando observações similares em grupos. A sua aplicação é, portanto, bastante imediata e pode conferir um bom poder explanatório à pesquisa, supondo que decisões ponderadas sejam tomadas sobre formas alternativas para mensuração de similaridades, critérios para formação de grupos e número ideal de grupos a serem formados.
Na prática, observa-se a adoção de distâncias euclidianas com o algoritmo de proximidade default do pacote de software utilizado, sem outras considerações sobre a maior ou menor adequabilidade das decisões. Quanto ao número de grupos, adota-se o método da tentativa e erro via k-means cluster, até encontrar uma configuração que satisfaça às expectativas da pesquisa e permita uma explicação consistente dos dados. É empirismo naive na mais pura expressão, contaminado pela heurística do algoritmo de cluster.
Seria recomendável, pelo menos, pré-especificar uma matriz-alvo de centróides com base no referencial teórico que sustenta a pesquisa e, a partir daí, buscar um número definido de grupos. Testes estatísticos mais simples poderão, então, serem aplicados para verificar a similaridade das matrizes inicial e final, ratificando ou não a hipótese da pesquisa.
Outro cuidado adicional é verificar as diferenças estatísticas entre os grupos. Nunca é demais lembrar que a ANOVA oferecida pela maioria das alternativas de software testa as variáveis isoladamente, mas não em conjunto, como necessário.

Modelagem por equações estruturais (SEM)
Está na moda. O problema é que os pesquisadores esquecem que todos os modelos de equações estruturais estão errados. Alguns mais errados que outros. É óbvio que tal princípio é aplicável a qualquer modelagem, mas é particularmente verdadeiro quando se tenta retratar uma realidade complexa através de alguns sistemas de equações lineares. O máximo que se pode fazer é identificar um modelo SEM parcimonioso, com estrutura e parâmetros estimados que façam sentido à luz da teoria e que se ajuste adequadamente aos dados empíricos, possibilitando interpretações, conclusões e, eventualmente ações.
Tal identificação fica mais difícil quando a estratégia da pesquisa é testar um único modelo e não várias alternativas, sejam elas lógicas ou derivadas de teorias concorrentes. Neste caso, a avaliação da qualidade do modelo só terá como referência o modelo nulo, que define não correlação entre todas as variáveis da população. Em consequência, as medidas do grau de ajuste do modelo testado, por meio de índices incrementais do tipo GFI (Goodness of Fit Index), serão falaciosas.

Usos e abusos

Karl Popper, em 1979, no seu livro Objective knowledge: an evolutionary approach ilustrou a questão epistemológica fundamental, comparando o dilema entre os paradigmas fenomenológico e positivista com as imagens da nuvem e do relógio. Enquanto a nuvem representa fenômenos irregulares e com alto grau de imprevisibilidade, o relógio simboliza o oposto, a ordem, a regularidade e a previsibilidade.
Os métodos quantitativos, sempre que necessário, suportados por abordagens qualitativas, constituem importantes mecanismos dentro do paradigma positivista para retratar realidades complexas, que, por seu turno, se parecem mais com nuvens do que com relógios. Se os relógios não estiverem corretamente ajustados, o terreno conquistado com trabalho duro e dedicado corre o risco de ser perdido, restando tão somente nuvem sobre nuvem.




Psicologia, organizações e trabalho no Brasil

O Curso de Mestrado em Administração da Universidade Federal de Santa Maria promoveu no dia 22 de abril, o lançamento do livro "Psicologia, organizações e trabalho no Brasil".
A obra é resultado de um projeto do Grupo de Trabalho em Psicologia Organizacional e do trabalho da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Psicologia (ANPEPP) e apresenta uma visão do estado atual e das novas perspectivas na Psicologia Organizacional e do Trabalho no país.



A indústria calçadista no Rio Grande do Sul

O livro A Indústria Calçadista no Rio Grande do Sul, organizado pelos professores Achyles Barcelos da Costa e Maria Cristina Passos, do Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade do Vale do Rio dos Sinos, foi lançado pela Editora Unisinos durante a 31ª Couromoda, realizada no parque do Anhembi, em São Paulo.



Livros Publicados na Area de Administração

Últimos livros publicados por professores da área de Administração:
Estratégia de Produção e de Operações, dos professores Ely Laureano Paiva, José Maria de Carvalho Jr. e Jaime Evaldo Fensterseifer, é o lançamento da Editora Bookman na área de Administração.
O professor da EBAPE/FGV, Hermano R. Thiry-Cherques, lançou seu livro Sobreviver ao Trabalho, pela Editora FGV.
A Editora Atlas é a responsável pelo lançamento do novo livro do professor da EBAPE/FGV, Luis César G. de Araújo, Teoria Geral da Administração: aplicação e resultados nas empresas brasileiras.